
Não sei explicar ou talvez seja difícil fazê-lo, mas
no Natal (não apenas o dia em si) as pessoas soltam uma aura de bem, de
positividade, de compreensão, de paciência, muitas vezes ausentes no resto do
ano. Por um lado é pena, por outro revela o que de bom a humanidade ainda tem
para oferecer.
Não falo, obviamente, dos bens materiais, de todos os
brinquedos que cada vez mais fazem menos sentido. Há uns vinte e poucos anos,
esta era a altura em que se podia receber algo diferente do que se recebia no
resto do ano, algo que ia ter um lugar de destaque nas nossas prateleiras ou da
qual iríamos usar e abusar. Hoje, duma forma geral, as prateleiras já não têm
espaço para mais nada ou as caixas estão cheias de coisas novas. Diz-se que
Natal é sempre que o homem quer e infelizmente acho que se chegou a esse ponto.
Porém, dá-se muito mais que bens materiais nesta
altura. Dá-se tempo, dá-se amor, dá-se presença, dá-se tudo que tem mais valor
que o valor monetário. E eu gosto de andar na rua, agasalhado, a sentir o frio
a bater na cara, com as músicas de Natal a voarem em todas as direções e as
luzes que animam as cidades a alegrarem-nos as vistas. Adoro estar com as
pessoas que muito me dizem, aquelas que têm lugar reservado no meu coração.
Seja numa mesa de café, num passeio de fim da tarde, numa mesa de jantar.

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos!
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