sábado, 31 de julho de 2010

A pastilla das 22h

A piada que é dar a pastilha das 22h à Sr.ª A, a nossa senhora “Nemo”, devido à memória de peixe que tem…

Eu – Buenas noches!
Sr. ª A – Hola guapo!
Eu – Como estas guapa?
Sr. ª A – (com o ar mais aborrecido que tem) Resistindo! Mira, dame un bocadillho de jamon serrano y un rioja! (põe um sorriso matreiro)
Eu – Tienes hambre guapa? No cenaste?
Sr. ª A – Si tengo, no me dieron de cenar!
Eu – O que? Seguro que no? O no te gustaba la cena?
Sr. ª A – Pues, no me gustaba mucho. Mira, tienes las orejas pequenitas! A mi me gustan asi!
Eu – Gracias guapa! Eres muy simpática!
Sr. ª A – Tienes novia?
Eu – Yo no, y tu?
Sr.ª A – Oh, para que quieres tu saber eso? Metete en tu vida!
Eu – Tranquila A, no pasa nada…
Sr. ª A – Mira, dame de comer! Un café com leche y unas galletas!
Eu - No tengo nada para comer! La cocina ya esta cerrada. Venga, hasta mañana y buenas noches guapa!
Sr.ª A – (com um sorriso encantador) Haste mañana guapo, te quiero!

Podem estranhar chamar-lhe tantas vezes guapa (linda/bonita) …mas se começo por exemplo com “abuelita” (avozinha) isto tinha que levar bolinha no canto superior do ecrã!!!
(peço desculpa pelo meu espanhol macarrónico)

Coisas da Vida

Apesar de ter alguns textos para escrever, sou “obrigado” a escrever estas linhas…
Nos últimos dias, morreu um grande amigo da família (principalmente do meu pai). Foi algo que ninguém estava à espera, não houve aviso prévio, foi um choque tremendo!
Se profissionalmente estou preparado para lidar com situações de falecimento de doentes meus, a nível pessoal creio que não há nada que nos prepare.
Falo por mim, não consigo conter as emoções…quando estou perante um ente querido, um familiar ou, como foi o caso, um grande amigo (e senhor).
Verti lágrimas como verti na despedida de todos as pessoas que amo e que já partiram…pois há pessoas que nos fazem ver que o termo “família” tem um significado muito mais abrangente do que apenas ligações de sangue.
Nesta mesma semana faleceu um grande actor e humorista, o Sr. António Feio. Esta semana perdi uma pessoa que desde menino aprendi a admirar os seus eloquentes e fervorosos discursos e a sua bondade sem limites para com os seus amigos…e perdi uma pessoa que muitas vezes me fez soltar largas e sonoras gargalhadas.
Nestas alturas costumo dizer “O Céu tornou-se um lugar mais rico…”!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Habemus Campione!

Peço que me perdoem este flash clubístico, mas deixo aqui esta pequena e singela homenagem aos "meus" (e de todos os benfiquistas) jogadores e treinadores!Assim ficam a saber algo mais sobre mim...




O porquê de se "AMAR" um clube!




BENFICA DIGNO CAMPEÃO 2009/2010!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O início…

Dia 12 de Maio…dia Internacional do Enfermeiro. Admito que não sou muito dado a estes dias mundiais e internacionais, costumam passar-me ao lado. E, apesar de enfermeiro, este dia também não me acrescenta nada de mais.
Sou enfermeiro 365 dias por ano, só folgo 1 dia nos anos bissextos! Porém, hoje (apesar de estar a escrever dia 13, para mim ainda é dia 12) ao ver tantas alusões ao dia, todas de pessoas ligadas à Enfermagem, relembrei-me do dia em que tudo começou.
15 de Julho de 2008, sem dúvida o passo mais importante que dei até hoje. Foi o passo que me permitiu fazer aquilo que, hoje em dia digo sem reserva alguma…Amo.
Foi o dia em que iniciei o meu trabalho como enfermeiro, livre das amarras de avaliações (justas e injustas), livre de professores que muitas vezes se pode questionar se o serão (um professor deve procurar transmitir o que sabe incutindo responsabilidade ao aluno, não medo). Foi a primeira vez que tive plena autonomia e pleno sentido de responsabilidade pelo que fazia.
Lembro-me de nesse dia estar assustado. Sim, tive medo, medo de uma nova realidade, de um novo país, no fundo medo do desconhecido. Mas o medo real era apenas um…será que conseguiria algum dia merecer a designação de “Enfermeiro”. Digo a verdadeira, não aquela que recebemos apenas por pagarmos as cotas à Ordem e que nos dá o direito a trabalhar…o problema muitas vezes é ter onde o fazer.
Podem questionar se o início não terá sido o primeiro dia na universidade…mas para isso teria que dizer que quiçá, o primeiro dia teria sido a minha entrada no infantário. Não, não o considero. O infantário deu-me armas para seguir para a primária…esta para seguir para o ciclo, o ciclo deu as armas para o secundário e este deu-me os meios para enfrentar a universidade. A universidade apenas se limitou a dar-me algumas capacidades que me poderiam ajudar a ser enfermeiro. A universidade não tem capacidade para tornar alguém enfermeiro.
É o trabalho diário, o cuidar diário de outras pessoas que nos dão essa possibilidade. É ver o sofrimento das pessoas, saber lidar com ele. É ser humilde ao ver o agradecimento estampado na cara dos doentes por qualquer coisa mínima que façamos (experimentem dar um pouco de água a alguém que não o consegue fazer por si só). É termos sentido crítico e de responsabilidade. É aprender com os erros que cometemos. Seremos enfermeiros quando descobrirmos que “o cuidar” é uma arte. Quem sabe, a mais bela do mundo.
Hoje, passados quase 2 anos e reconhecendo que apenas estou no começo de uma longa caminhada, posso dizer que me sinto…Enfermeiro! (mesmo que não pague as cotas à Ordem)
Hoje, para variar, deixo aqui um forte e sentido abraço a todos Enfermeiros e Enfermeiras, espalhados por todo o mundo, que honram e dignificam o “Cuidar”!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quem sou eu…

Nem sei por onde começar. Isto de apresentações por escrito é sempre uma dor de cabeça para mim.
Sou giro, bem, talvez para algumas pessoas (mãe e avós contam, certo?); metro e noventa e tal, quase oitenta, a fugir para os setenta; olhos azuis, meio esverdeados, mas sem lentes castanhos; sou Sr. Dr. …Enfermeiro; sou rico…uma rica pessoa e pouco mais haverá a acrescentar. Ou talvez houvesse. Mas para quê dizer tudo neste texto, que se pretende pequeno e pouco fastidioso?
Quem se enamorar por este blog, vai conhecer um pouco de mim em cada texto, através das opiniões e das observações que eu pretendo fazer sobre diversos assuntos.
Como referi, sou Enfermeiro. Trabalho relativamente há pouco tempo, obrigado a fugir do país para encontrar quem estivesse interessado nos meus préstimos de Enfermagem. E tal como eu, milhares de colegas.
Este blog não vai ser um diário, não vai ter uma categoria fixa de assuntos a tratar. Espero reflectir aqui sobre algumas das experiências que vivo no meu trabalho, assim como algumas que me passam no dia-a-dia.
Se vai haver feedback? Não sei…para isso tem que haver leitores. Certeza, só uma. Nunca escreverei para agradar a alguém. Escreverei o que sinto e penso, principalmente o que sinto.