
Foi então que surgiste do nada, naquela mesa de café,
no meio de tanta cara desconhecida, foi a tua que me captou todos os sentidos.
Foram-me todos apresentados, só o teu nome fixei.
Foi nesse dia que percebi que vivia num vazio
camuflado de tudo, foi, ao conhecer-te, que vi o deserto que existia na minha
vida. Entraste nela sem pedires licença e desorganizaste todo o meu interior...que continuas a desorganizar a cada passagem, qual furacão!
Percebi que era um espaço à espera, à espera de ser
preenchido pelo que de mais maravilhoso existe no mundo…amor.
Sei que tudo o que sinto provavelmente nada significa
para ti, sei que todo o turbilhão de emoções que vibra dentro de mim de cada
vez que te vejo esbarra no muro que ergueste. Há vozes que dizem que posso (me)
perder, porém eu acho que nada tenho a perder, poderei, isso sim, ter tudo a
ganhar. Nunca podemos perder o que nunca foi nosso, o que nunca tivemos. Muitas
vezes surgiu a dúvida se me iria arrepender de não ter travado isto, de não ter
dado meia volta à primeira oportunidade, de não te ter esquecido, de não te ter
impedido de ter o papel principal …diria a razão que sim.
Mas sabes, diz o coração (e eu ouço muito o que ele diz) que não…não me arrependo. Acho
que andamos neste mundo para nos apaixonarmos, para amarmos, para sentir o que
de melhor a vida tem para nos dar. Não andamos aqui para termos e sermos copos
meio cheios. Claro que o melhor que poderei alcançar é o teu amor, mas não
posso negar que ter-me apaixonado por ti foi o melhor que me aconteceu este
ano. Mesmo sendo uma incógnita o dia de amanhã, agradeço-te que, naquele dia,
tenhas entrado na minha vida, que me tenhas permitido (sem saberes) voltar a sentir algo que
sentia apagado, algo no qual andava descrente, algo que eu já duvidava que
algum dia voltaria a sentir.
Sempre fui dos que disse que amor só é possível
quando são dois a amar. Não podia estar mais enganado ou então não sei que
sentimento é este de querer alguém mais do que quero a mim mesmo.

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