
Falamos de crianças dos 6 aos 12 anos, crianças que
nunca tinham contactado com o Karate e que assimilam rapidamente os passos
iniciais desta arte…saudação, respeito pelo Sensei e pelos colegas, entrega ao
treino etc. Quando assim é, dá real gosto dar um treino, não cansa e o tempo
passa a voar. Fazem corar de vergonha muitas crianças já crescidinhas, que não
sabem estar e, sinceramente, para as quais cada vez tenho menos paciência.

Ao iniciar o treino, reparei também que uma aluna
estava sentada, sem fazer o treino, por indicação de uma responsável por eles.
Não sabia o motivo, mas é normal haver sempre algum doente, logo não dei importância.
Com o decorrer dos exercícios, a menina levanta-se e começa a correr e a
repetir os movimentos que eu fazia. Uma corrida desequilibrada…um esboço dos
movimentos. Uma voz muda, mas um olhar que tudo dizia. Percebi que
era uma aluna com alguma coisa parecida a paralisia cerebral.
Uma colega dela, rapidamente e preocupada disse-me “Ela
não pode treinar!” Perguntei o porquê e a resposta foi “É deficiente”. Tranquilizei
a rapariga e disse-lhe que era eu a dar o treino e que, enquanto assim fosse,
ela ia treinar. Como podia eu negar o treino à pessoa que mais interessada nele
estava?

Se soubesses o quanto lamento por viver longe de ti!...
ResponderEliminarTenho certeza absoluta de que serias mais um forte apoio e um reforço às muitasss terapias do Dudu.
Olha... Gosto de ti e pronto!