segunda-feira, 2 de junho de 2014

Parabéns a um amigo, a um poeta…

Tentativas

Tanto poeta tentando definir o Amor.
Tanto prosador tentando explicar o Amor.
Tanto pensador tentando falar sobre o Amor.
Tanta gente querendo o Amor.
Amar…

O Amor não se define,
Não se explica,
Não se fala.

O Amor Existe.
Vive-se.
Está.
É.

Nuno Vieira de Carvalho, 26 de Fevereiro de 2014


Publicado in Ilusão, Abril de 2014


Muitas vezes quando se faz referência aos tempos da universidade fala-se sobre amigos ou colegas que ficaram ou de alguns professores que possam ter marcado de alguma forma o nosso percurso.
Eu não fujo à regra. Mas no meu caso acrescentaria outras pessoas, que trabalhando de forma não tão visível (ou será que até é visível e nós é que não queremos ver?) ajudaram a que o meu percurso académico chegasse a bom porto.
Falo dos demais funcionários da universidade. Não vou mencionar ninguém em especial, pois há sempre o risco de não referir alguém e não gosto de ser desagradável…principalmente para quem não o merece. Talvez pela escola ser pequena, tive a possibilidade de conhecer praticamente a todos e quando falo em conhecer falo de saber como se chamam, o que fazem e ter o prazer de conviver com eles, nem que seja por pequenos momentos. Nenhum deles é, nem foi pessoa anónima no meu percurso.
Por paradoxal que possa parecer, sempre que lá volto, as primeiras pessoas que procuro são estas, aquelas que me mostraram e ensinaram algo que, para mim, é das coisas mais importantes num enfermeiro…o lado humano e relacional.
Na sexta-feira voltei à escola e voltei por um motivo específico. Voltei por uma destas pessoas, uma das que posso chamar de amigo, mesmo que a convivência seja diminuta. Mais que a apresentação de um livro de poesia, foi a apresentação de um poeta. Naquele auditório, no palco onde muitas vezes essa pessoa ajudou a dar brilho a algumas brincadeiras que fiz em tempos idos, ontem, foi essa mesma pessoa a ser o dono e estrela do palco.
Os meus parabéns mais uma vez a um Poeta da Vida, que tem um raro dom de fazer das palavras magia.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O que as mulheres queriam…e no que se tornaram!

Anda a circular um texto do blogue “Quero-te Inês”, intitulado “A carta que nunca nos escreveram”
 http://inesaleegre.blogspot.com.es/2013/11/a-carta-que-nunca-nos-escreveram.html
Li atentamente, porque mais que escrever, gosto de ler o que outros escrevem, principalmente quando escrevem sobre sentimentos, vivências pessoais e, acima de tudo, quando o fazem bem melhor que eu. Gostei muito do texto, sem dúvida alguma transmite o que pretende.
Apesar de saber que é escrito por uma mulher, orientando o texto para uma experiência no feminino, influenciando naturalmente o público-alvo, há algo que vai deixando de ser verdade. Na minha opinião, nos tempos que correm o "Nós homens", como os maus da fita no que a romances diz respeito, começa a deixar de fazer sentido.
O que, admito, antes pudesse ser um comportamento/tratamento comum a um género, hoje em dia vai perdendo a sua singularidade. Sou a favor dos direitos das mulheres como é óbvio, mas elas na sua busca (mais que legítima) pela igualdade de géneros cometeram um erro, no meu ponto de vista. A luta devia e deve ser sempre pelos mesmos direitos e deveres. Quando a luta passa (como passou) a ser para ter os mesmos comportamentos, atitudes, princípios…a luta que tantas mulheres travaram é desvirtuada. Não perde o valor, que esse fica para sempre.
Deste modo chegamos ao ponto em que temos mulheres (algumas já mulheres, mas a grande maioria jovens) com princípios e comportamentos iguais aos dos homens que tanto criticavam, mas ainda com desigualdades em muitos aspectos do quotidiano em relação a eles. E é pena, pois ao longo dos anos a Mulher sempre foi melhor que o homem no que a sentimentos e valores diz respeito. Hoje são iguais.
E não tenho dúvidas que o texto da Inês, que eu gostei muito de ler, estará a ser partilhado por muita gente que se revê nele, mas também por muitas mulheres que apelam ao seu papel de vítima e não enxergam que são os “homens” de que fala o texto.

Depois vêm as tais generalizações do “eles são todos iguais”. Não, nós homens não somos todos iguais, como as mulheres não o são (e ainda bem). As escolhas de quem diz algo assim é que o são.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ser Enfermeiro

Ser Enfermeiro,

É ver nascer, viver e morrer
O ciclo deste maravilhoso Ser
É ver nas caras o esgar de sofrimento
Aquele que nunca nos sai do pensamento!
É combater a adversidade
Que surge a qualquer idade!
É sorrir com as alegrias dos familiares e do doente
Muitas vezes numa espera (im)paciente!
É ver dor, fragilidade, desespero, morte
Nunca abandonando o doente à sua sorte!
É ser gente que cuida de gente,
Atletas numa correria permanente!
É dar, perguntar, escutar, aconselhar...
Fazendo arte do Cuidar!
É ser conhecedor, ético e responsável
Sempre numa atitude louvável!
É uma viagem de ida
Sê-lo noite e dia toda a vida!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Péssimo jornalismo...

Isto é o jornalismo rasca e sensacionalista, digno de revista cor-de-rosa, que temos no nosso país! Querem fazer vítimas onde não as há, fazendo de pessoas vilões que não são!
Este tipo de doentes, que merecem todo o respeito dos profissionais que os cuidam (e o têm), são deveras problemáticos e criam situações muito complicadas nos serviços. Além das decisões auto lesivas, existem ofensas verbais, agressões físicas e ameaças com armas brancas aos profissionais de saúde que apenas tentam fazer o seu trabalho.
O respeito que se tem por estas pessoas revela-se no facto de os casos de polícia que grande parte destes doentes proporciona todos os dias, não sairem à luz do dia. Não admito e não aceito, mas não mesmo, que pseudo-jornalistas e pseudo-jornais difamem uma instituição e os seus profissionais só para “venderem” notícias.

O meu título para esta notícia seria "Paciente consciente e orientada pede alta hospitalar voluntária contra vontade médica e deita-se na escadaria de uma igreja!" Se fosse dono do jornal, o destino a dar a quem escreveu isto, seria a rua!

sábado, 19 de abril de 2014

A minha Páscoa

A Páscoa, nem tanto pela parte religiosa em si, sempre foi algo que me cativou e encantou.
Desde pequeno, desde que a memória me permite ter lembranças, a Páscoa foi sempre passada em casa dos meus avós paternos, numa aldeia para os lados de Braga. Eu que nasci numa cidade, apesar de pequena, tive a sorte de ter um meio que me permitisse crescer a apreciar a alegria pascal, coisa que não seria possível em Fafe.
Todos os preparativos, as mesas cheias de coisas que as crianças adoram (e não só), as famílias reunidas (para mim o mais importante), tudo a comemorar a alegria da vida…e, cometendo uma inconfidência, o gosto ganho pelo vinho do Porto, bebido às escondidas dos graúdos, juntamente com o meu primo mais velho (acho praticamente estando os dois nos trintas, não há problema)! A ansiosa espera pelo compasso, sempre esperando o ouvir da campainha que anunciava a aproximação do grande momento. Depois, visita a outras casas, sempre com o mesmo ritual. E no dia a seguir, mais do mesmo na terra da minha avó. No meio disto tudo, o folar dos padrinhos era tipo a cereja no topo do bolo, mas um bolo bem grande e recheado.
Mais tarde e mais recentemente pude ver que, com ligeiras variações, a tradição é seguida noutras partes do Minho, neste caso do Alto Minho. Possivelmente das tradições mais bonitas dos tempos que correm. Quem nunca o viveu, valeria a pena “perder” um tempo a viver algo assim.
Desde que o meu avô faleceu a Páscoa perdeu algo do seu encanto. E creio que finalmente percebi o porquê. A Páscoa para mim era aquela casa…os meus avós, a minha família, aquela porta aberta, aquela sala a receber o compasso, aquela mesa. Era quando mais me sentia em casa, mesmo não estando em casa. É verdade, tenho saudades disso tudo!

Por isso dentro de uma hora entro a trabalhar, repetindo a dose amanhã. Não me importo. Para mim será um Domingo como outro qualquer.

domingo, 13 de abril de 2014

Maré vermelha a Norte

Cheguei há pouco de Aveiro, onde assisti ao Arouca-Benfica. E não sei se conseguirei explicar por palavras o que se passou…sinceramente, acho que teria que ser visto e vivido para se compreender!
Estádio de 30 000 lugares sensivelmente. Praticamente todo a apoiar o Benfica. Mesmo assim, menos de metade de uma Luz em dias de casa cheia. Porém, senti algo que nunca senti desta maneira na Luz. Os adeptos, sem falar das claques, todo o jogo, mas todo, a cantar, a bater palmas, a saltar…a puxar pela equipa, contrastando muitas vezes com a apatia que atinge os benfiquistas na Luz.
Não quero com isto dizer que os benfiquistas no Norte são mais benfiquistas que os do Sul. Nada disso. Somos todos benfiquistas!
Acontece aquilo que acho que acontece nas relações sentimentais entre pessoas. Um casal quando está separado muito tempo, o reencontro normalmente é mais intenso, mais apaixonado, do que se o casal estiver todos os dias junto.
Aqui é o mesmo. O Benfica tem adeptos em todos os locais do país. Lisboa está distante de muitos desses sítios e os adeptos poucas possibilidades têm de verem o “seu amor”. Quando há um encontro como o de hoje, acontece algo explosivo.
Lindo de se ver, um manto vermelho a cobrir o colorido das bancadas, os cachecóis e as bandeiras numa agitada ondulação, o estádio a tremer com quase 30 000 a saltar...sem palavras!
E termino como todo o estádio terminou a cantar:  
“Nós só queremos o Benfica campeão!”



segunda-feira, 24 de março de 2014

Gente pequena, em altos cargos...

Acho incríveis as atitudes dos últimos tempos que transparecem da nossa querida Ordem.
Então, por uma assembleia não correr de feição aos que mandam, emitem um comunicado cheio de prepotência e intolerância por ideias contrárias às suas, mesmo que vindas daqueles que devem representar.
Este bastonário esquece-se que só lá está devido “ao alheamento significativo da esmagadora maioria dos enfermeiros, traduzida na sua desmobilização” de que se queixa.


Esta pequenez de pensamento faz-me sentir vergonha pelas pessoas que me devem representar, que eu pago para que me representem.

Comunicado da vergonha: